Tipos de obras imobiliárias: como são definidos pelas incorporadoras?
Editores Coordenando
26 de março de 2025
8 min. de leitura
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Seções desta página
- O que é e qual o papel da incorporadora?
- Quais são os tipos de obras?
- Obras residenciais
- Popular
- Médio padrão
- Alto padrão
- Obras comerciais
- Escritórios
- Lojas e galerias
- Shopping centers
- Obras mistas
- Como a incorporadora define o tipo de obra?
- Localização
- Momento do mercado
- Perfil do consumidor
- Viabilidade financeira
- Qual o papel do arquiteto após a definição do tipo de obra?
- Projeto básico
- Projeto executivo
- O que esperar do futuro do mercado imobiliário?
- Sustentabilidade
- Tecnologia
- Flexibilidade
- Urbanização vertical
Quando falamos em tipos de obras no mercado imobiliário, é impossível não pensar no papel das incorporadoras. Essas empresas são as grandes responsáveis por transformar terrenos em empreendimentos que atendem às necessidades dos consumidores, seja para morar, trabalhar ou investir.
Mas você já parou para pensar como elas decidem qual tipo de obra desenvolver? E qual é o papel do arquiteto nesse processo?
Neste post, vamos explorar os tipos de obras mais comuns no mercado imobiliário, como as incorporadoras definem esses projetos e como os arquitetos entram em cena para transformar ideias em realidade. Em seguida, exploraremos o futuro do setor e as tendências que estão moldando o mercado. Vamos lá?
O que é e qual o papel da incorporadora?
Antes de nos aprofundarmos nos tipos de obras, é importante entender o que é uma incorporadora e qual o seu papel no mercado imobiliário. Assim, fica bem mais fácil entender todo o restante!
Em resumo, uma incorporadora é a empresa responsável por idealizar, desenvolver e comercializar empreendimentos, como prédios residenciais, comerciais ou mistos.
O trabalho de uma incorporadora começa muito antes da primeira pá de terra ser virada. Ela é responsável por diversos pontos, como os que veremos a seguir:
Em outras palavras, a incorporadora une todos os profissionais e recursos necessários para transformar um terreno em um empreendimento de sucesso. Conseguiu entender?
Quais são os tipos de obras?
Agora, vamos aprofundar os nossos conhecimentos! No mercado imobiliário, os tipos de obras podem variar bastante, dependendo do público-alvo, da localização e das tendências do mercado. Veja a seguir quais são os principais tipos:
Obras residenciais
São os empreendimentos voltados para moradia, como apartamentos, casas e condomínios. Podem ser classificados em vários tipos. Confira!
Popular
Focado em custos acessíveis, geralmente em regiões periféricas. Esses projetos priorizam a funcionalidade e o uso eficiente do espaço, com acabamentos simples e áreas comuns reduzidas.
Médio padrão
Oferece mais conforto e acabamentos de qualidade, atendendo à classe média. Aqui, já é possível encontrar áreas comuns como piscinas, salões de festas e academias.
Alto padrão
Projetos luxuosos, com áreas comuns amplas, materiais premium e localização privilegiada. Esses empreendimentos costumam atrair investidores e pessoas com alto poder aquisitivo.
Obras comerciais
Voltados para o setor empresarial, esses empreendimentos incluem escritórios, comércios e até shoppings. Vamos entender mais sobre eles?
Escritórios
Prédios corporativos para empresas de diversos portes. Podem ser desde pequenos espaços para startups até torres empresariais para grandes corporações.
Lojas e galerias
Aqui, temos espaços para comércio varejista, como lojas de rua ou galerias comerciais.
Shopping centers
Complexos que reúnem lojas, restaurantes e áreas de lazer, atraindo um grande fluxo de pessoas.
Obras mistas
São os projetos que combinam usos residenciais e comerciais, como edifícios com apartamentos no andar superior e lojas no térreo. Esses empreendimentos são ideais para áreas urbanas onde há demanda por moradia e comércio.
Cada um desses tipos de obras exige uma abordagem diferente, desde o planejamento até a execução, e é aí que entra a expertise da incorporadora. Por isso ela é indispensável em todo esse processo!
Como a incorporadora define o tipo de obra?
A decisão sobre qual tipo de obra desenvolver não é aleatória. Ela envolve uma análise cuidadosa de diversos fatores. Mas… quais? Continue para tirar as suas dúvidas!
Localização
O terreno está em uma área residencial, comercial ou mista? Qual é o potencial de valorização da região? Por exemplo, um terreno em um bairro residencial em expansão pode ser ideal para um condomínio de médio padrão, enquanto uma área central com alta demanda por escritórios pode ser mais adequada para um empreendimento comercial.
Momento do mercado
Tudo é momento e quando o assunto envolve a construção de um empreendimento, isso não é diferente. Sendo assim, é importante que a incorporadora se questione sobre algumas coisas.
O mercado imobiliário está aquecido para lançamentos residenciais? Ou há uma demanda maior por espaços comerciais? Esses são alguns exemplos!
Ou seja: a incorporadora precisa estar atenta às tendências e às flutuações do mercado para tomar decisões estratégicas.
Perfil do consumidor
Aqui, é hora de fazer outras perguntas sobre o empreendimento que está sendo idealizado. Por exemplo, quem é o público-alvo? São famílias, jovens profissionais, investidores ou empresas?
O perfil do consumidor influencia diretamente no tipo de obra a ser desenvolvida. Assim, um público jovem pode valorizar empreendimentos com áreas comuns modernas e tecnologia integrada, enquanto investidores podem buscar projetos de alto padrão com potencial de valorização.
Portanto, tudo depende do público-alvo daquele espaço. Isso determinará detalhes importantes que integrarão ou não o projeto e da execução do mesmo.
Viabilidade financeira
E, claro, o final também envolve outros questionamentos. Note que tudo parte do conhecimento de causa e, por isso, é preciso que seja feita uma boa reflexão, seguida de boas pesquisas para viabilizar o projeto.
Assim, o projeto é economicamente viável? Qual é o potencial de retorno sobre o investimento? A incorporadora precisa garantir que o empreendimento seja rentável, considerando custos de construção, preços de venda e prazos de retorno.
Essa decisão estratégica é bem importante para o sucesso do empreendimento e envolve a colaboração de profissionais como economistas, engenheiros e, claro, arquitetos.
Qual o papel do arquiteto após a definição do tipo de obra?
E já que estamos falando sobre eles, vamos entender melhor o papel desse profissional? Uma vez definido o tipo de obra, o arquiteto entra em cena para transformar a visão da incorporadora em um projeto viável e atrativo. Sua atuação pode ser dividida em duas etapas principais.
Confira!
Projeto básico
O nome já diz muito, não é mesmo? Nessa fase, o arquiteto desenvolve o conceito do empreendimento, definindo a distribuição dos espaços, a fachada e as áreas comuns. É aqui que o projeto ganha forma, alinhando-se às expectativas do público-alvo.
Por exemplo, em um empreendimento residencial de alto padrão, o arquiteto pode priorizar espaços amplos, iluminação natural e acabamentos luxuosos.
Projeto executivo
Com o conceito aprovado, o arquiteto detalha todos os aspectos técnicos, como plantas, cortes, especificações de materiais e instalações. Esse documento serve como guia para a execução da obra, garantindo que todos os detalhes sejam seguidos à risca.
Além disso, o arquiteto também pode contribuir com:
Em resumo, o arquiteto é o profissional que transforma a ideia da incorporadora em um projeto real e funcional, garantindo que o empreendimento seja não apenas viável, mas também desejável.
O que esperar do futuro do mercado imobiliário?
E é claro que não podemos falar sobre o presente sem pensar no futuro. Então, para finalizar, que tal aproveitar e conhecer um pouco sobre o que pode estar por vir?
Isso porque o mercado imobiliário está em constante evolução, e as incorporadoras precisam se adaptar às novas tendências para continuarem relevantes. Aqui estão algumas expectativas para os próximos anos. Conheça!
Sustentabilidade
A demanda por empreendimentos ecoeficientes deve crescer, com foco em energia renovável, materiais sustentáveis e certificações ambientais. Incorporadoras que priorizam práticas sustentáveis não apenas contribuem para o meio ambiente, mas também atraem consumidores conscientes.
Tecnologia
Ela está em tudo, não é mesmo? Por isso, a automação residencial e a integração de sistemas inteligentes serão cada vez mais comuns, tanto em obras residenciais quanto comerciais. Desde sistemas de segurança até controle de iluminação e temperatura, a tecnologia está transformando a forma como vivemos e trabalhamos.
Flexibilidade
Espaços multifuncionais e adaptáveis ganharão destaque, atendendo às necessidades de um mercado em constante mudança. Por exemplo, apartamentos com layouts flexíveis permitem que os moradores adaptem os espaços conforme suas necessidades.
Urbanização vertical
Em cidades com espaço limitado, a tendência é que os empreendimentos cresçam para cima, com prédios cada vez mais altos e eficientes. Isso inclui não apenas arranha-céus residenciais, mas também torres empresariais e complexos mistos.
Para as incorporadoras, isso significa estar sempre atentas às mudanças do mercado e às expectativas dos consumidores. E, claro, contar com profissionais qualificados, como arquitetos e engenheiros, para transformar essas tendências em projetos inovadores.
Como você viu, os tipos de obras no mercado imobiliário são tão diversos quanto as necessidades dos consumidores. E, olhando para o futuro, é claro que o mercado imobiliário continuará evoluindo, com foco em sustentabilidade, tecnologia e flexibilidade.
Gostou de conhecer mais sobre os tipos de obras e o papel das incorporadoras? Agora, continue acompanhando nosso blog para mais conteúdos como este!
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