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O que faz parte de um projeto básico de arquitetura?

Editores Coordenando

05 de fevereiro de 2025

8 min. de leitura

O que faz parte de um projeto básico de arquitetura?

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Seções desta página

  • Diferenças entre projeto básico de arquitetura, projeto executivo e estudos preliminares
  • Estudos preliminares
  • Projeto básico de arquitetura
  • Projeto executivo de arquitetura
  • Componentes do projeto básico de arquitetura
  • Plantas baixas
  • Cortes
  • Elevações
  • Memorial descritivo
  • Implantação
  • Especificações técnicas
  • Legenda
  • Quadro de áreas
  • Normas e requisitos legais
  • Detalhamento do projeto de arquitetura
  • A tecnologia como uma aliada em projetos básicos de arquitetura

Um bom projeto básico de arquitetura pode fazer toda a diferença na execução e resultado de uma obra. O documento é o ponto de partida na qual são definidas as primeiras linhas daquilo que se deseja construir e as características principais da edificação, servindo como base para o desenvolvimento dos projetos complementares e da execução da obra.

A elaboração do projeto básico exige conhecimento técnico por parte do arquiteto, que deve considerar diversos fatores, como as normas técnicas, as leis de zoneamento, as necessidades do cliente e as características do terreno.

Os profissionais da área de arquitetura devem ter em mente que o projeto básico não é um documento estático, mas sim um guia que pode (e deve) ser aprimorado e detalhado ao longo do processo.

Neste artigo, você vai entender a importância do projeto básico de arquitetura, componentes, normas e requisitos legais, além das diferenças conceituais e práticas entre projeto básico, executivo e estudos preliminares. Confira!

Diferenças entre projeto básico de arquitetura, projeto executivo e estudos preliminares

O processo de construção de uma edificação envolve diversas etapas, cada uma com seus objetivos específicos. Três dos principais documentos que norteiam esse processo são o projeto básico, o projeto executivo e os estudos preliminares. Embora estejam interligados, cada um possui características e níveis de detalhamento distintos.

Estudos preliminares

Os estudos preliminares têm o objetivo de definir a viabilidade técnica e econômica de um projeto. O seu conteúdo inclui análises iniciais do terreno, levantamento de dados, estudos de viabilidade e estimativas de custos e prazos.

Geralmente apresentados em forma de esboços, plantas baixas simplificadas e perspectivas eles têm um baixo nível de detalhamento, abarcando apenas informações gerais sobre o projeto.

Projeto básico de arquitetura

Como vimos, o projeto básico é usado para definir as características principais da edificação, como volumetria, layout, materiais e sistemas construtivos. É composto por:

Neste tipo de projeto, o nível de detalhamento é maior, embora não seja considerado de alto nível. A ideia é que os detalhes sejam suficientes para obtenção de aprovações e orçamentos. O projeto básico apresenta uma visão mais completa da edificação, se comparado com os estudos preliminares, com detalhes construtivos e acabamentos.

Projeto executivo de arquitetura

Por fim, no projeto executivo, o objetivo é detalhar todas as informações necessárias para a execução da obra. Ele contempla:

O documento apresenta uma visão completa e detalhada da edificação, incluindo todos os elementos construtivos e instalações. Entre os três, é o mais detalhado, já que reúne todas as informações necessárias para a construção.

Componentes do projeto básico de arquitetura

O projeto básico contém todas as informações necessárias para definir as características principais da obra, servindo como base para o desenvolvimento do projeto executivo.Seus principais componentes são:

Plantas baixas

As plantas baixas são representações gráficas da edificação em diferentes pavimentos, como térreo, primeiro andar, etc. Elas mostram a disposição dos ambientes, as dimensões dos cômodos, a localização de portas, janelas, e outros elementos construtivos. Elas são essenciais para visualizar a organização espacial da edificação e entender como será a circulação interna.

Cortes

Representações gráficas que mostram a edificação em um plano vertical, revelando a altura dos pavimentos, a espessura das lajes, a localização de vigas, pilares e outros elementos estruturais. Os cortes ajudam a entender a relação entre os diferentes pavimentos e a estrutura da edificação.

Elevações

Graficamente, representam as fachadas da edificação, mostrando os revestimentos, aberturas, detalhes construtivos e o aspecto visual da construção Desempenham um papel importante para definir a estética da edificação e sua relação com o entorno.

Memorial descritivo

Documento textual que complementa as informações contidas nas plantas, cortes e elevações. Ele descreve os materiais a serem utilizados, os acabamentos, os sistemas construtivos, as instalações (hidráulicas, elétricas, sanitárias) e outros detalhes relevantes para a execução da obra.

Implantação

A planta de implantação mostra a localização da edificação no terreno, indicando os limites do terreno, a posição da edificação em relação às ruas e aos vizinhos, as áreas livres e as áreas construídas. O documento desempenha um papel na obtenção das licenças necessárias para a construção.

Especificações técnicas

As especificações técnicas complementam o memorial descritivo, fornecendo informações detalhadas sobre os materiais a serem utilizados, como marcas, modelos, dimensões e características técnicas.

Legenda

Define os símbolos utilizados nas plantas, cortes e elevações. O seu uso é importante para a correta interpretação dos desenhos.

Quadro de áreas

O quadro de áreas apresenta um resumo das áreas dos diferentes ambientes da edificação, como áreas construídas, áreas úteis, áreas de circulação, etc. Além de informar, por meio dele é possível fazer o cálculo das taxas e impostos relacionados à construção.

Vale destacar que a composição exata do projeto básico pode variar de acordo com a complexidade da obra e as exigências das normas técnicas locais. No entanto, os elementos mencionados acima são os mais comuns, amplamente utilizados na elaboração de um projeto básico de arquitetura.

Normas e requisitos legais

A elaboração de um projeto básico de arquitetura deve seguir rigorosamente as normas técnicas e os requisitos legais estabelecidos pelos órgãos competentes, como os Conselhos de Arquitetura e Urbanismo (CAU) e as prefeituras. Essas normas visam garantir a segurança, a qualidade e a funcionalidade das edificações, além de promover o desenvolvimento urbano sustentável.

Normas técnicas, como a ABNT, estabelecem os critérios para a elaboração de projetos de edificações, definindo os elementos gráficos, as escalas, as legendas e as informações que devem constar no projeto. Além disso, as normas abordam questões relacionadas à acessibilidade, à segurança contra incêndios, ao conforto térmico e acústico, e à sustentabilidade. 

Os requisitos legais, por sua vez, são definidos pelas leis municipais e estaduais, que estabelecem as condições para a ocupação do solo, o coeficiente de aproveitamento, a taxa de ocupação, o recuo frontal, lateral e traseiro, entre outros.

O arquiteto responsável pelo projeto deve estar atualizado sobre as normas e os requisitos legais aplicáveis à obra, pois o não cumprimento dessas exigências pode gerar problemas durante a execução da obra, além de implicar em multas e até na demolição da edificação.

Detalhamento do projeto de arquitetura

O projeto básico de arquitetura, por mais completo que seja, raramente contempla todos os detalhes necessários para a execução da obra. É comum que durante a construção surjam imprevistos, modificações e necessidades de ajustes que não foram previstos inicialmente.

Por isso, o projeto deve ser detalhado ao longo da obra, conforme as necessidades forem surgindo. Essa prática garante que a execução da obra seja feita de forma adequada e que o resultado final atenda às expectativas do cliente.

O detalhamento do projeto básico pode envolver a criação de desenhos técnicos mais detalhados, a elaboração de memoriais descritivos complementares, a definição de soluções construtivas específicas e a atualização das plantas e cortes.

Somado a isso, é importante que o arquiteto acompanhe de perto a execução da obra, realizando visitas periódicas ao canteiro de obras para verificar se a construção está sendo realizada de acordo com o projeto e para identificar possíveis problemas ou desvios.

A tecnologia como uma aliada em projetos básicos de arquitetura

A tecnologia tem transformado a maneira como os projetos de arquitetura são concebidos e executados. Softwares especializados permitem a criação de modelos 3D precisos e realistas, facilitando a visualização do projeto em todas as suas dimensões e permitindo a identificação de possíveis problemas antes mesmo da construção. 

A simulação de iluminação e ventilação natural, por exemplo, auxilia na otimização do projeto, garantindo o conforto térmico e visual dos ambientes. Ferramentas de colaboração online permitem que arquitetos, engenheiros e clientes trabalhem em conjunto, compartilhando informações e tomando decisões de forma mais dinâmica.

A realidade virtual e a realidade aumentada proporcionam experiências imersivas, permitindo que os clientes visualizem o projeto como se já estivesse construído. A utilização de drones para a captura de imagens aéreas e a impressão 3D para a criação de modelos físicos também são recursos tecnológicos que podem auxiliar na elaboração de projetos de arquitetura, tornando o processo mais preciso, eficiente e inovador.

Como você viu, o projeto básico de arquitetura é um dos processos que compõem o planejamento de uma obra, fornecendo uma visão abrangente e detalhada da edificação a ser construída. Ele reúne um conjunto de documentos técnicos que descrevem as características principais da obra, como a disposição dos ambientes, os materiais a serem utilizados, as instalações e a relação da construção com o terreno. A elaboração do projeto básico exige conhecimento técnico e experiência por parte do arquiteto, que deve seguir as normas e os requisitos legais vigentes.

É preciso ter em mente que o projeto básico não é um documento estático, mas sim um guia que pode e deve ser adaptado ao longo do processo construtivo. A flexibilidade do projeto permite que o arquiteto faça ajustes e melhorias, garantindo que a obra atenda às necessidades do cliente e às condições do terreno.

Gostou de conhecer mais sobre o projeto básico de arquitetura? Aproveite para deixar um comentário e compartilhe conosco sua opinião, experiência e/ou dúvidas sobre o assunto!

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